Fundamentação
Sobre o teste
O teste se baseia no modelo de estilos de aprendizagem de Felder e Silverman (1988), pensado para a sala de aula, e no Index of Learning Styles (ILS), o questionário criado por Felder e Soloman (1991). O original, em inglês, está disponível em learningstyles.webtools.ncsu.edu.
Usamos a versão reduzida e validada no Brasil por Vieira Júnior (2012), o N-ILS, com 20 questões, adaptada por Gaspar e Zanon (2025) para Biologia e Ciências na pesquisa de mestrado da professora Priscila Gaspar (UFSCar).
As quatro dimensões
- Processamento: Ativo (aprende fazendo, discutindo e explicando aos outros; gosta de trabalho em grupo) ou Reflexivo (prefere pensar antes de agir e trabalhar sozinho; aprende quando é levado a refletir).
- Percepção: Sensitivo (gosta de fatos, dados, experimentos e exemplos concretos; memoriza com facilidade) ou Intuitivo (prefere princípios, conceitos e teorias; gosta de desafios e de relações entre as coisas).
- Entrada: Visual (lembra melhor do que vê: figuras, diagramas, fluxogramas e vídeos) ou Verbal (aprende com explicações escritas e faladas e com discussões).
- Entendimento: Sequencial (aprende em etapas lineares, com o conteúdo ficando mais complexo aos poucos) ou Global (aprende em saltos; precisa ver o todo antes dos detalhes).
Como o resultado é calculado
Cada dimensão tem 5 perguntas. Contamos quantas respostas “a” e quantas “b” você deu. O resultado é a diferença entre a maior e a menor contagem, e o polo é o da letra que venceu:
- 1 — preferência leve: você transita entre os dois estilos sem grande dificuldade;
- 3 — preferência moderada: o estilo favorece o seu aprendizado, mas você se adapta ao outro;
- 5 — preferência forte: você aprende principalmente por esse estilo e pode ter dificuldade com o oposto.
Preferências, não rótulos
Conhecer sua preferência não significa limitar sua aprendizagem a um único estilo. Pelo contrário: permite explorar diferentes abordagens e desenvolver habilidades em outros estilos.
O resultado serve para diversificar o ensino e para o aluno conhecer o próprio jeito de aprender. Ele não serve para separar alunos, montar turmas por estilo ou justificar que alguém “não consegue” aprender de outro jeito.
Privacidade
Ninguém informa nome, e-mail ou qualquer dado identificável. Antes de começar, um aviso explica que as respostas anônimas compõem a pesquisa permanente sobre estilos de aprendizagem no Brasil; quem preferir pode fazer o teste sem enviar as respostas. Veja a Política de Privacidade.
A pesquisa
Cada teste ajuda a montar um retrato de como estudantes e professores brasileiros preferem aprender, por estado, rede de ensino, etapa e disciplina. Conheça a pesquisa.
Questionário adaptado por Gaspar e Zanon (2025) a partir do N-ILS (Vieira Júnior, 2012), baseado no Index of Learning Styles de Felder e Soloman (1991). Uso educacional e gratuito.